terça-feira, 2 de abril de 2013

Nos bosques distantes até a mina esquecida... [Campanha Local]


Segui quase exausto, quase à ravina próxima, a Ravina de Deadspan ford, acampei cuidadosamente entre uns bosques sobre as colinas. Observei, de olho nos orcs, que pareciam escassos nesse ultimo mês. Estariam eles se preparando para uma ofensiva. Eles simplesmente não param rumo ao mal. Observei automaticamente, como vinha fazendo a vários dias. Não achei o grupo de reconhecimento nos pontos de encontro, encontrei marcas...

Isso me deixou confuso e frustrado, por que eles não vinham? Pelo que entendi, tinham descido rumo ao rio. Qual? Isso é outra questão. Estava atarefado e cansado. Fui atacado por um Ogro, arrebentou me os dentes, passei uma boas duas semanas cuspindo sangue sem parar. Não há ervas e raízes que eu suporte ver novamente, deixei sangrar a semana passada, o gosto metálico e o vazio ainda me incomoda. Parece que parou, espero. Escapei, a propósito, do Ogro encarando-o e esgueirando-me, ele pareceu não ligar depois de esbravejar.

O ferimento no peito latejava principalmente a noite, por um lado me ajudava e ajuda a manter a vigília. Tive vários sonhos belas e bons augúrios, creio, quando pude dormir mas sempre me teve um efeito perturbador. Ao contrario de algumas considerações, passava a chorar copiosamente quando acordava. Os belos sonhos me deixavam mais arrasado ainda no dia seguinte. Foram dias terríveis. O peito ainda lateja de dor em considerar tais lembranças. Pelo menos agora, esses sonhos belos cessaram. Coisas comuns, ou hordas de orcs a combater em sonhos - me deixaram mais calmo.

...

Arrasto-me para uma senda estranha escura, me oprime o peito ferido. Minha cabeça, do lado direito parece-me estranhamente anestesiada e quieta...
Fico a espreita, o sol o impiedoso do verão deixam algumas folhas amarelas, como se perdessem seu suco...
Assusto-me, o arrastar de folhas  me perturba, arco em prontidão. Coloco a espada e faca em suas posições bem devagar. Uma criatura de altura humana em seu manto verde sai do bosque em direção ao campo em direção a parte baixa, o vau da mina. Ele para lá embaixo e olha adiante. Busco vislumbrar o que seja. Um lobo atros se aproxima com os dentes a mostra. A criatura verde vira um lobo, comum por assim dizer. Deixo-me deitar como se fosse dormir e observo. Um elfo se aproxima, e encara os dois lobos, o maior se abaixa. Parecem que estavam a debater.

A criatura verde volta a sua forma, e com o elfo desce adentrando a mina. O grande lobo fica na entrada. Uma pequena mudança nos planos me faz preparar uma nova vigília no local. Não a como eu mandar a mensagem agora. Eles não apareceram no ponto de encontro. Espero que não seja algo de terrível  mas tremores percebo. Isso está me assustando. Algo está saindo da mina, e não é aqueles dois!